As rasteiras da vida diminuíram minhas expectativas (o que é bom)

Em um post passado, citei que Ailton Krenak quando ele disse que “…Se for pra sofrer, não quero aprender nada”. Só que o sofrimento é inevitável e já que não tem jeito, preciso aprender alguma coisa com ele. Preciso entender de onde vem meus sentimentos e reações. Preciso aprender alguma coisa sobre mim.
Como mais de 40 anos de vida eu já vi algumas coisas, já sofri algumas decepções, já fui otimista demais, já fui otimista sem bases sólidas para ser otimista, enfim, já tomei no cu inúmeras vezes, com o perdão do meu francês fluente.
Recentemente eu precisei embarcar em uma decisão medianamente arriscada, cujo desenrolar pode resultar em algo muito bom ou em algo um pouco complicado de se mitigar. Como já estou escaldada pela vida, já assumo que o resultado mais provável é a segunda possibilidade.
E o que fazer? Bom, vou arregaçar as mangas e resolver, caso precise. Já não consigo ficar ansiosa e preocupada como eu ficaria antes, em situações semelhantes. Eu até fico um pouco apática, vou vivendo minha vida como se o problema não existisse. Não sei direito porque eu mudei. Foram as decepções da vida que me fizeram enxergar como esse mundo pode ser uma merda? Foi a yoga e o exercício? Trata-se de um amadurecimento esperado devido o envelhecimento? Acho que é um pouco de tudo. Só sei que estou contente por perceber essa mudança.
