Por que as nuvens somem?

As nuvens podem se dissipar pela ação do vento e da radiação solar (evaporam) ou podem simplesmente precipitar, ou seja, cair em forma de garoa, chuva, granizo ou neve.
Para entendermos melhor isso, é preciso destacar que as nuvens são feitas de gotículas de água ou cristais de gelo. Os raios solares, quando atingem essas gotículas de água ou cristais de gelo, espalham as cores em todas as direções e a soma de todo esse espalhamento resulta na cor branca. A coloração das nuvens vai também depender do tamanho das gotículas e dos cristais e da posição relativa do disco solar (horário do dia).
Esses elementos que compõe a nuvem podem cair (ou precipitar), atingindo ou não o solo. Quando atinge o solo, caem na forma de água líquida (chuvisco ou chuva intensa, depende da nuvem) ou gelo (granizo e gelo, as condições para formar os dois são diferentes).
Mas a chuva pode não cair no solo e existe inclusive uma característica da nuvem chamada virga, que é quando a gente vê uns riscos no céu como se fosse a nuvem “escorrendo” (veja na figura abaixo). Esses riscos são a virga e é a precipitação que não chega na superfície.

Quando ocorre a precipitação (seja aquela que atinge o solo ou não) a nuvem vai se desfazendo. Pode ocorrer a transição de um tipo de nuvem para o outro. Exemplo, quando ocorre uma tempestade, a nuvem Cumulonimbus vai se desfazendo e o que sobra dela podem ser nuvens fractus (fractocumulus ou fractostratus, por exemplo, como uma alusão ao nome da nuvem que deu origem aos fragmentos). Essas nuvens, como o nome sugere, são fragmentos de nuvem. O vento no alto da atmosfera pode desorganizar esses fragmentos, fazendo com que as gotículas das nuvens evaporem e assim a nuvem “desaparece”.

Uma dissipação gradual das nuvens também ocorre nas situações de nevoeiro. O nevoeiro se forma pela manhãs frias. Quando o dia vai gradualmente esquentando, o nevoeiro vai se dissipando e lá pelas 10h você só vê uns fragmentos desse nevoeiro, que são nuvens bem fininhas como as da foto anterior. São nuvens baixas, tanto que você consegue ver elas se movimentando com o vento (que também ajuda na dissipação). No entanto, é possível ter o nevoeiro se dissipando e ainda assim termos nuvens mais altas, como os Cirrus. Essas nuvens altas não estão associadas com o nevoeiro e nem com sua dissipação mas tem relação com um quadro sinótico, geralmente a aproximação de um sistema frontal.
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