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Raio na caminhada organizada por Nikolas Ferreira deixa dezenas de feridos

Uma notícia do último domingo chamou minha atenção. O deputado Nikolas Ferreira organizou uma caminhada com seus apoiadores. Estava chovendo bastante, nas imagens é possível ver pessoas com guarda-chuvas e capas de chuva. Essas pessoas estavam todas muito aglomeradas, quando de repente um raio atinge o grupo. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Estou me baseando nas informações fornecidas pela Exame e também no registro em vídeo do ocorrido, que circulou pelas redes sociais. De acordo com as informações que li, havia estruturas metálicas onde ocorreu a aglomeração, o que pode ajudar a atrair a descarga elétrica.

Eu tenho dois dedos de opinião política para falar sobre isso e na sequência falarei sobre o raio. Pois bem, enquanto nós acreditarmos que uma pessoa específica será a responsável por mudar o Brasil, enquanto não enxergarmos que muitas mudanças são graduais e já estão acontecendo, estaremos sujeitos a sofrer nas mãos de oportunistas aproveitadores, que misturam religião com política para atrair ainda mais apoiadores para seus discursos extremamente nocivos. Nosso país só vai mudar com luta conjunta, pessoas unidas em torno de um propósito palpável, pela organização de sindicatos e manifestações a favor de nossos direitos.

Não quero me aprofundar muito na questão política, porque há pessoas que tem conhecimento nessa área e falam muito mais. O João Carvalho, por exemplo, gravou esse vídeo sobre o parlamentar em questão há alguns meses e provavelmente ele já deve ter gravado mais coisas, sobretudo a respeito dessa caminhada do fim de semana.

Vamos falar do raio!

A orientação que preciso dar para meus leitores é extremamente simples. Está chovendo forte e você está em um ambiente aberto? Procure abrigo. Esse abrigo pode ser uma construção de alvenaria, o interior de um veículo, uma loja ou padaria, enfim, não fica de bobeira.

Na verdade, se você estava planejando um passeio na praia (ou qualquer outro lugar aberto) e tem previsão de chuva, simplesmente não vá e fique em um lugar seguro. Raios podem ser mortais e eles costumam atingir os pontos mais altos da região. Não preciso dizer que se você está em um lugar aberto, bem, o ponto mais alto pode ser você e seu guarda-chuva e o que aconteceu nessa passeata é um grande exemplo disso.

Já falei sobre esse assunto várias vezes aqui no blog, meu post mais recente sobre isso é de 2024. Falei também em 2012, pra vocês verem! Percebam: a orientação é muito simples. Isso deveria ser repassado por guarda-vidas de piscina e praia, por dirigentes de clubes, por professores, etc. As pessoas precisam compreender a seriedade desse assunto para quando ouvirem o guarda-vidas ou um segurança apitando, não acharem que é um chato estragando o passeio.

Esclarecimento. Precisamos de esclarecimento sobre esse assunto.

“Ah, mas nunca aconteceu aqui na Praia da Biboquinha”. Sempre tem uma primeira vez, melhor não brincar com as probabilidades. No caso da caminhada, o raio acabou vitimando várias pessoas, porque elas estavam muito aglomeradas e houve condução da descarga elétrica ali no meio da pequena multidão. Quem estava próximo ao local exato onde o raio ‘caiu’, sofreu ferimentos.

Observo que é muito comum que quando as pessoas estão tomadas por euforia ou forte emoção, elas deixam de lado qualquer mínimo bom senso que tinham. Isso acontece durante um sepultamento, por exemplo. Há alguns anos fui visitar o túmulo da minha avó no cemitério e começou a fechar o tempo no horizonte. Comecei a ser a chata que manda todo mundo sair dali. Era preciso.

Na situação dessa caminhada do deputado, quem estava ali provavelmente estava tomado pela euforia e pela aparente sensação de pertencimento e com isso acabaram esquecendo de regras de segurança que deveriam ser básicas. Deixou o pouco bom senso que tinha em casa, sabe?

Depois do que aconteceu, vi um líder religioso tentando responder porque Deus permitiu que o raio atingisse o povo. O comentário dele era absurdo, como qualquer tentativa de espiritualizar situações como essa. Raios são fenômenos do mundo material, perfeitamente explicáveis e o que aconteceu ali já aconteceu com outras pessoas, em outras pequenas aglomerações. Por exemplo, no começo do ano passado teve algo assim lá na Praia Grande. Lembro de pelo menos mais um caso nesse município do litoral paulista, quando pessoas da mesma família faleceram. Ocorrem casos assim o ano todo em diversas praias brasileiras, mas casos semelhantes também ocorrem em clubes, fazendas, etc.

Eu gostaria que os organizadores dessa caminhada fossem responsabilizados, pois deveriam ter cancelado o ato. Que essa situação sirva de exemplo para que a orientação clara e objetiva seja seguida: em caso de chuva, permaneça no interior de um lugar seguro (uma construção de alvenaria ou um veículo).

Imagem que abre o post: raio para fins meramente ilustrativos. Imagem de Pexels por Pixabay

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2 Comentários

  1. No final do ano estava num sítio com a família, aí à tarde começou a chover e “repangalejar”. Descobri que tem um mito que não se pode estar sem camisa quando há raios, porque “faz mal”. Eu fiquei meio com cara de interrogação, mas segui o conselho. Enfim, só um causo do que eu chamo de “mangas com leite” da vida.

  2. Adorei a expressão “mangas com leite da vida”. São aquelas coisas que as pessoas mais velhas simplesmente aceitam e que nos ensinavam na infância. Sobre estar sem camisa durante tempestades quando há raios, não conhecia. Mas já tinha ouvido sobre não olhar no espelho durante tempestades! Outra manga com leite…

    Obrigada pelo comentário 🙂

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