Meus primeiros ATC (Artist Trading Cards)

Anos atrás, eu fiz alguns inkbox cards e até fiz algumas trocas com outras queridas que conheci pelo Instagram e que também estavam fazendo cartões nesse formato. Recentemente, estive explorando outros tipos de itens de troca (como os zines, por exemplo) e descobri os ATC (Artist Trading Cards). O que é isso?
Na Wikipedia temos a definição direta:
Os Artist Trading Cards (ATCs, na sigla em inglês) são um projeto de arte conceitual iniciado pelo artista suíço M. Vänçi Stirnemann em 1997. Ele o denominou Performance Cultural Colaborativa. Os Artist Trading Cards têm 6,35 x 8,89 cm (2,5 x 3,5 polegadas), o mesmo formato dos cards colecionáveis modernos (como os de hóquei ou beisebol) ou de baralho. São obras únicas ou pequenas séries criadas pelo próprio artista/produtor, assinadas e datadas no verso, e trocadas e colecionadas pelas pessoas que participam da colaboração.
Em outras palavras, você pode fazer um cartão com as dimensões mencionadas (6,35 x 8,89 cm) e aplicar nele as suas técnicas artísticas favoritas. Pode ser colagem, desenho com qualquer material, pintura, etc. Você pode, se preferir, reaproveitar um cartão desse tamanho (uma carta de baralho, por exemplo) e aplicar a técnica que quiser, escondendo ou não o desenho original. Depois, você pode trocar esses cartões com outros criadores, fazer uma coleção pessoal ou simplesmente usá-los em seus junk journals como elemento decorativo.
Pensando lá nas cartas de baralho que uso no junk journal, decidi também fazer alguns ATC cards. Gostei do processo criativo, acho vou deixá-los dentro do bolsinho de alguma página temática. Em um deles, eu apliquei um botão de madeira e acho que não ficou muito prático se o intuito for trocar com alguém ou colocar em alguma pasta. Muito provavelmente não farei dessa forma novamente.
Algumas pessoas podem se perguntar: qual a utilidade desses cartões? Ok, você pode usar como um marca páginas, se quiser. Mas o ponto aqui não é a utilidade e nem devemos olhar obrigatoriamente dessa forma para um hobby, seja qual ele for. Se a atividade de lazer que você pratica de alguma maneira te gera uma renda extra sem pressão, tudo bem. Acredito que quando há pressão para tornar o hobby uma atividade rentável ou de alguma maneira encontrar uma utilidade capitalista, já temos uma pressão sendo estabelecida e a atividade deixa de ser uma prática de lazer.
Criar arte tem muitas funções importantes para o nosso bem-estar e cognição. Não precisa ser perfeito, você pode fazer colagens esquisitas, esculturas tortas ou pinturas feias. O importante é o que você aprende sobre você mesma no processo, pois ficar ali offline mexendo nas suas coisinhas te faz refletir sobre a vida. Pessoalmente, eu acredito que nós somos feitos para criar, desde as primeiras pinturas rupestres.
